Dia Mundial do Cérebro: conheça as doenças neurológicas mais comuns e saiba como proteger a saúde do seu cérebro
O cérebro é o centro de comando do organismo. Controla o pensamento, a memória, as emoções, os movimentos, a linguagem e muitas outras funções essenciais do dia a dia.
No Dia Mundial do Cérebro, assinalado a 22 de julho, importa lembrar que muitas doenças neurológicas podem ser prevenidas ou ter o seu impacto reduzido através da adoção de hábitos de vida saudáveis e da identificação precoce dos sinais de alerta.
As doenças neurológicas mais frequentes
As doenças do sistema nervoso podem afetar pessoas de todas as idades. Entre as mais frequentes destacam-se:
- Acidente Vascular Cerebral (AVC) – continua a ser uma das principais causas de morte e incapacidade em Portugal.
- Doença de Alzheimer e outras demências – afetam a memória, o pensamento e a capacidade de realizar atividades do quotidiano.
- Doença de Parkinson – caracteriza-se por tremor, lentidão dos movimentos e alterações do equilíbrio.
- Epilepsia – provoca crises epiléticas causadas por alterações da atividade elétrica do cérebro.
- Enxaqueca – muito mais do que uma simples dor de cabeça, pode comprometer significativamente a qualidade de vida.
- Esclerose múltipla – doença inflamatória que afeta o sistema nervoso central e pode causar alterações motoras, sensitivas e cognitivas.
É possível reduzir o risco?
Nem todas as doenças neurológicas podem ser evitadas. No entanto, muitos fatores de risco podem ser modificados.
Para proteger a saúde do cérebro:
- Controle a tensão arterial, o colesterol e a diabetes.
- Não fume.
- Pratique atividade física regularmente.
- Tenha uma alimentação equilibrada, rica em fruta, legumes, cereais integrais e peixe.
- Durma o número de horas recomendado.
- Evite o consumo excessivo de álcool.
- Mantenha o cérebro ativo através da leitura, aprendizagem, jogos de raciocínio e contacto social.
- Procure ajuda médica sempre que surgirem sintomas persistentes ou alterações neurológicas.
Quando deve procurar ajuda médica?
Alguns sintomas nunca devem ser ignorados:
- fraqueza ou perda de força num braço ou numa perna
- dificuldade em falar ou compreender
- perda súbita da visão
- dor de cabeça muito intensa e diferente do habitual;
- crises convulsivas;
- tremores persistentes;
- alterações progressivas da memória ou do comportamento.
Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores são as possibilidades de tratamento e de preservar a qualidade de vida.
Cuidar do cérebro é investir na sua saúde presente e futura. Pequenas escolhas diárias, como praticar exercício físico, controlar os fatores de risco cardiovasculares e manter uma vida social e intelectualmente ativa, podem fazer uma grande diferença ao longo da vida.